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terça-feira, 5 de maio de 2015

Transgênicos: benefícios e diálogo


Em resposta a artigo publicado no JC Notícias no último dia 30 de abril, questionando decisões da CTNBio, pesquisadores demonstram que “o aumento no uso de agrotóxicos nada tem a ver com os transgênicos, mas com a agricultura intensiva brasileira”

Pode-se perfeitamente entender a preocupação de Hugh Lacey, José Corrêa Leite, Marcos Barbosa de Oliveira, e Pablo Rubén Mariconda* em relação aos transgênicos: afinal, ela reflete uma percepção pública do risco, que é o produto da base analítica de cada um de nós, da mídia e das expectativas que temos para nosso futuro. Mas as decisões de Governo sobre novas tecnologias não podem ser tomadas com base no senso comum e sim na avaliação de risco, que trata do impacto direto e específico do organismo geneticamente modificado (OGM) na natureza, e da análise de risco, que envolve outros aspectos ligados à tecnologia. A separação dos dois procedimentos analíticos não é uma manobra antidemocrática ou reducionista, mas é um posicionamento técnico aceito e referendado no mundo todo e em sintonia com os tratados e acordos internacionais de comércio e de proteção à saúde e ao ambiente.

Tendo esta informação em mente, percebe-se que estão equivocados nossos colegas do IEA/USP quando pedem que a CTNBio se debruce sobre a questão dos agrotóxicos: ela não pode fazê-lo pela lei 11.105/2005 e não lhe cabe tal tarefa, que é de alçada exclusiva da ANVISA e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Em que pese o fato de que os agrotóxicos tenham impacto na saúde humana e animal, este é um assunto que foge do escopo da CTNBio. Poder-se-ia argumentar que os transgênicos e os agrotóxicos estão sempre associados, mas esta é uma percepção que, embora muito difundida na mídia alternativa, não encontra amparo na realidade, como comentaremos a seguir.

De fato, o Brasil usa agrotóxicos em centenas de diferentes cultivos, assim como na pecuária, mas os transgênicos representam apenas 30% da área plantada: são 160 milhões de hectares cultivados com as mais diversas culturas no país contra apenas 45 milhões com cultivos transgênicos. Por isso, a contribuição dos transgênicos no consumo de agrotóxicos é menor. Esta primeira inferência é claramente referendada pela análise do aumento do uso de agrotóxicos nos últimos 10 anos e do aumento da área plantada com transgênicos: para o primeiro o valor é de 200%, enquanto a área com transgênicos cresceu mais de 1000%! O que justifica, então, o aumento do uso de agrotóxicos? Basta olhar o aumento da produtividade geral da agricultura brasileira nos mesmos 10 anos: foi de 200%. Este valor não é uma coincidência, mas resulta da intensificação do processo produtivo, que demanda um controle mais rígido das ervas daninhas e das pragas em geral. A conclusão é clara: o aumento no uso de agrotóxicos nada tem a ver com os transgênicos, mas com a agricultura intensiva brasileira.

Vale lembrar ainda que as plantas transgênicas resistentes a inseto levaram a uma importante redução do uso de inseticidas, que também são agrotóxicos. Aliás, uma análise da literatura, do banco de dados do Sinitox e da ANVISA, mostra que os inseticidas estão entre os que causam mais malefício à saúde humana e, portanto, devemos neste sentido ser gratos à adoção das plantas transgênicas resistentes a insetos, que reduziram de forma global o uso destes agrotóxicos em soja e milho. Aqui estamos falando da tecnologia Bt, uma simplificação do nome da bactéria Bacillus thuringiensis que mata as lagartas que comem as plantas. Originalmente, essa bactéria foi usada por plantadores orgânicos. Os cientistas apenas usaram os genes dessa bactéria, incorporando-os na planta. Por isso, com a tecnologia Bt incorporada evita-se, em muito, o excesso de uso dos agrotóxicos.

Vale, então, a pergunta: porque a insistência em ligar os agrotóxicos aos transgênicos? A resposta é simples: porque após 20 anos de produção e consumo verifica-se que as plantas transgênicas no mercado não prejudicam o ambiente ou a saúde humana e animal. A nova forma de atacar a biotecnologia agrícola é ligá-la ao uso de produtos que são tóxicos para uma série de organismos e também para o homem, se ingeridos ou assimilados pelo nosso organismo acima de certa dose. Como mostramos acima, esta associação é falsa.

De fato, atualmente no mundo 180 milhões de hectares são cultivados com plantas transgênicas, sem qualquer impacto diferente daquele observado nas plantas convencionais cultivadas em iguais condições. Bilhões de animais e pessoas se alimentam com produtos formulados a partir de soja, milho, canola e outras plantas transgênicas e nenhum, absolutamente nenhum, problema de saúde foi comprovado. Não há base científica alguma para esperar estes danos e é aí que entra a avaliação de risco, função da CTNBio: depois de 15 anos de plantio e consumo no Brasil, não há sequer uma demonstração de que os OGMs façam mal à saúde ou ao ambiente no nosso país, o que prova, até agora, o acerto das decisões da CTNBio. Lembramos aos leitores também que milhares de outros produtos derivados da biotecnologia fazem parte de nosso dia a dia, indo de fármacos até sabões, tudo consumido e produzido de forma segura. Um exemplo contundente é a insulina, que hoje é idêntica à humana e que antes era derivada de suínos e produzia uma longa lista de problemas colaterais, tanto para o paciente como para o ambiente.

Finalmente, gostaríamos de esclarecer aos nossos colegas do IEA/USP que os membros da CTNBio empregam uma vasta literatura para apoiar seus pareceres e não apenas os dados trazidos pela empresa (inverdade muito encontrada na internet, infelizmente). Além disso, lembramos que os produtos que chegam à linha final da liberação comercial estão, em geral, na ponta de um longo procedimento de avaliação que começa nas casas de vegetação e passam pelos experimentos a campo, muitos anos antes da liberação comercial. Lembramos também que, embora alguns pontos específicos (em geral sobre a construção genética do transgênico) sejam confidenciais, a maioria esmagadora dos processos é pública: basta acessar o e-SIC do MCTI e pedir uma cópia. Por fim, afirmamos aos colegas que a geração de dados pelos cientistas brasileiros e estrangeiros é, de forma muito ampla, independente de financiamento das empresas, pois, o que vale é a consistência do método científico e não quem fez o trabalho ou quem o financiou. Entra aí a honestidade do profissional e sua adesão aos princípios morais de sua carreira e de sua sociedade.

Se os filósofos do IEA/USP ou qualquer outro grupo que crê haver erros na forma de agir da CTNBio desejam de fato o diálogo com a Comissão ou com as sociedades científicas, devem primeiro despir-se do preconceito que revelam a respeito da conduta dos membros da Comissão e dos cientistas em geral, acusando-os de emitirem seus pareceres porque têm apoio indireto ou direto do setor privado que leva seus produtos à CTNBio ou de produzirem dados favoráveis às empresas em troca de financiamentos. Tal posição, além de falsa, é desrespeitosa e não leva a diálogo algum.

Paulo Paes de Andrade, geneticista, UFPE
Francisco G. Nóbrega, microbiólogo, ex-ICB/USP
Zander Navarro, sociólogo, EMBRAPA
Flávio Finardi Filho, farmacêutico, FCF/USP
Walter Colli, bioquímico, IQ/USP

Veja o artigo anterior no link abaixo:

Instituto culpa transgênicos por aumento no uso de agrotóxicos, sem provas; especialistas rebatem

Autor: HERTON ESCOBAR
23 Abril 2015 | 14:00

Instituto Nacional de Câncer (Inca) diz que sementes geneticamente modificadas são responsáveis pelo país ser o maior consumidor de pesticidas no mundo. Representantes do setor agrícola e da biotecnologia dizem que diagnóstico é “grosseiro”, não considera outros fatores e não retrata a realidade no campo.

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, e o segundo maior produtor de transgênicos, com mais de 42 milhões de hectares plantados com soja, milho e algodão geneticamente modificados.

Uma coisa está relacionada à outra? O Instituto Nacional de Câncer (Inca) diz que sim, apesar de não haver dados que comprovem isso diretamente. Em um posicionamento oficial sobre o uso de agrotóxicos e seus impactos na saúde, publicado em 10 de abril, o instituto chama atenção para o fato de que o Brasil é o maior consumidor de defensivos agrícolas do mundo, e atribui esse consumo elevado ao plantio de lavouras transgênicas.

“É importante destacar que a liberação do uso de sementes transgênicas no Brasil foi uma das responsáveis por colocar o país no primeiro lugar do ranking de consumo de agrotóxicos, uma vez que o cultivo dessas sementes geneticamente modificadas exigem o uso de grandes quantidades destes produtos”, afirma o Inca, que é vinculado ao Ministério da Saúde e fica no Rio de Janeiro. Para ler a íntegra do posicionamento, clique aqui: INCA-Agrotoxicos-Posicionamento

O documento, porém, não apresenta nenhuma estatística ou trabalho científico que corrobore essa afirmação. Procurado pela reportagem, o instituto forneceu uma pequena lista de referências que dariam sustentação ao seu posicionamento, incluindo reportagens e artigos científicos. Desses, apenas dois (um deles com mais de 10 anos) traçam uma relação estatística entre plantio de transgênicos e aumento no consumo de agrotóxicos, e nenhum deles é específico para o Brasil: GMO-PesticideUse-Benbrook e SojaGM-Pelaez-2004

Segundo Márcia de Campos Mello, toxicologista da Unidade Técnica de Exposição Ocupacional, Ambiental e Câncer do Inca, o consumo de agrotóxicos no Brasil aumentou de aproximadamente 700 milhões de litros por ano em 2005 (dois anos após a legalização dos transgênicos no País) para cerca de 1 bilhão de litros por ano, em 2013. “Quando você faz a correlação dessas datas, observa-se que houve um aumento muito grande no consumo de agrotóxicos (desde a liberação dos transgênicos)”, justifica.

“Me assusta muito um instituto como o Inca, que trabalha com câncer — uma doença multifatorial, que não se presta a generalizações grosseiras — fazer esse tipo de generalização com a biotecnologia”, diz a bioquímica Adriana Brondani, diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB). O uso intensivo de agrotóxicos no país, segundo ela, deve-se a uma série de fatores relacionados à agricultura brasileira. “O Inca faz um diagnóstico equivocado, olhando apenas para os dados brutos, sem levar em conta o que acontece no campo.”

“Somos o maior consumidor de agrotóxicos porque somos a maior agricultura tropical do mundo.” - Júlio Britto, coordenador de agrotóxicos do Ministério da Agricultura

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) confirma que o consumo de agrotóxicos cresceu significativamente no Brasil nos últimos dez anos, e que o País é hoje o maior consumidor desses produtos no mundo. Mas discorda da avaliação feita pelo Inca. Segundo Júlio Britto, coordenador geral de Agrotóxicos e Afins do MAPA, o aumento no uso de agrotóxicos no País é reflexo do aumento da área plantada e da produção agrícola, independentemente de ela ser transgênica ou não.

“Vivemos num país tropical, de clima quente, em que se planta o ano inteiro, com alta incidência de pragas”, diz. As mesmas condições excepcionais de clima e solo que favorecem a produtividade das lavouras favorecem o crescimento de ervas daninhas, insetos e outras pestes tropicais. “Não usamos agrotóxicos porque queremos, mas porque precisamos. Sem defesa das lavouras, você não produz”, completa Britto, ressaltando que, relativamente ao tamanho da área plantada, o Brasil usa muito menos agrotóxicos (por hectare) do que países do primeiro mundo, como o Japão.

No caso dos transgênicos Bt, que são resistentes ao ataque de determinadas lagartas, houve uma “redução drástica” no uso de inseticidas contra esses insetos: de 20 para 4 aplicações por lavoura, segundo Adriana. “Ainda assim, a plantação é atacada por outras pragas, para as quais é necessário aplicar outros produtos”, completa.



Ameaças múltiplas

A cultura transgênica mais plantada no Brasil e no mundo é a soja resistente ao herbicida glifosato, desenvolvida pela Monsanto. Com o aumento da área plantada dessa variedade, aumentou também o uso do glifosato, enquanto que o uso de outros herbicidas diminuiu, segundo Britto. Paralelamente, aumentou o uso de inseticidas e fungicidas, devido ao surgimento de novas pragas, como a ferrugem da soja (causada por um fungo) e a lagarta helicoverpa, para as quais os transgênicos não oferecem proteção.

Quando todos os fatores são computados, diz Britto, o volume total de agrotóxicos usados no País aumentou apesar das vantagens oferecidas pelos transgênicos, e não por causa deles.

A conclusão é clara: o aumento no uso de agrotóxicos nada tem a ver com os transgênicos, mas com a agricultura intensiva brasileira.” - Pesquisadores, em artigo publicado no Jornal da Ciência da SBPC

Em uma carta publicada pelo Jornal da Ciência da SBPC no dia 4 de maio, cinco pesquisadores também desmontam o suposto elo entre transgênicos e aumento no uso de pesticidas: “De fato, o Brasil usa agrotóxicos em centenas de diferentes cultivos, assim como na pecuária, mas os transgênicos representam apenas 30% da área plantada: são 160 milhões de hectares cultivados com as mais diversas culturas no país contra apenas 45 milhões com cultivos transgênicos. Por isso, a contribuição dos transgênicos no consumo de agrotóxicos é menor. Esta primeira inferência é claramente referendada pela análise do aumento do uso de agrotóxicos nos últimos 10 anos e do aumento da área plantada com transgênicos: para o primeiro o valor é de 200%, enquanto a área com transgênicos cresceu mais de 1000%! O que justifica, então, o aumento do uso de agrotóxicos? Basta olhar o aumento da produtividade geral da agricultura brasileira nos mesmos 10 anos: foi de 200%. Este valor não é uma coincidência, mas resulta da intensificação do processo produtivo, que demanda um controle mais rígido das ervas daninhas e das pragas em geral. A conclusão é clara: o aumento no uso de agrotóxicos nada tem a ver com os transgênicos, mas com a agricultura intensiva brasileira.”

A carta é assinada pelo geneticista Paulo Paes de Andrade (da UFPE), pelo microbiólogo Francisco Nóbrega (ex-ICB/USP), o sociólogo Zander Navarro (Embrapa), o farmacêutico Flávio Finardi Filho (FCF/USP) e o bioquímico Walter Colli (IQ/USP). O texto foi escrito em resposta a um artigo, também publicado no Jornal da Ciência, no dia 30 de abril, em que três pesquisadores ligados ao Instituto de Estudos Avançados da USP (Hugh Lacey, José Corrêa Leite, Marcos Barbosa de Oliveira, e Pablo Rubén Mariconda) defendem o relatório do Inca e criticam a atuação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) na aprovação de transgênicos no Brasil.

“Cada um tem o seu discurso, pela causa com que está comprometido”, afirma Márcia, do Inca. “A nossa causa é proteger a saúde da população.” Segundo ela, ainda não há garantias de que os transgênicos sejam seguros para a saúde. Isso, apesar de eles já serem plantados e consumidos em larga escala, há mais de duas décadas, com a aprovação dos órgãos reguladores de vários países do mundo, sem qualquer registro de efeitos adversos à saúde humana. “Os efeitos só poderão ser notados com o tempo”, argumenta. “Nossa posição é reduzir o uso de agrotóxicos e incentivar a agricultura orgânica.”

Polêmica do glifosato

O posicionamento do Inca surge na sequência de uma outra publicação polêmica: Um relatório da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC, em inglês), um braço da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado em 20 de março, reclassificando o herbicida glifosato como uma substância “provavelmente carcinogênica (causadora de câncer) para seres humanos”. Veja o relatório aqui: http://goo.gl/j3IU4i

O glifosato é o herbicida mais produzido no mundo, e é classificado por várias agências reguladoras — incluindo a Agência de Proteção Ambiental (EPA), nos Estados Unidos, e a Anvisa, no Brasil — como não carcinogênico e de baixa toxicidade, tanto para o ambiente quanto para os seres humanos. Nas lavouras transgênicas, o fato de a soja ou o milho serem resistentes a ele permite que os agricultores pulverizem toda a plantação com glifosato, para matar todas as ervas daninhas com um único produto, sem prejudicar a lavoura. Por isso, com a adoção dos transgênicos, aumentou o consumo de glifosato e diminuiu o consumo de outros herbicidas.

A publicação inicial feita pela IARC, na revista The Lancet, inclui apenas uma descrição muito breve dos dados científicos que serviram de base para a reclassificação. Segundo a agência, há “evidências limitadas de carcinogenicidade” do glifosato para seres humanos em casos de linfoma não-Hodgkin, “evidências convincentes” de que o glifosato pode causar câncer em animais de laboratório e “evidências suficientes” de carcinogenicidade em células humanas in vitro. Um relatório mais detalhado é esperado para os próximos meses.

“As três linhas de evidência nos dizem mais ou menos a mesma coisa, que devemos nos preocupar com isso”, disse ao jornal The New York Times Aaron Blair, um epidemiologista aposentado do Instituto Nacional do Câncer dos EUA, que coordenou o trabalho de revisão do herbicida. Com isso, o glifosato passa a fazer parte do Grupo 2A, que inclui substâncias e atividades “provavelmente carcinogênicas”, como acrilamida, beber chá mate quente, trabalhar em salões de beleza, fazer plantões noturnos, fabricar vidro e respirar fumaça de madeira queimada dentro de casa. Veja a lista completa aqui: http://goo.gl/VVEQ4y

“Do meu conhecimento, não há nada que justifique essa classificação”, diz o toxicologista Flavio Zambrone, da empresa Planitox. “Temos que esperar a publicação definitiva (do IARC) para ver se há algum dado escondido que dê razão a isso. Não dá para transmitir uma notícia dessa forma, sem base científica, criando pânico na população.” Segundo ele, os estudos mencionados pelo IARC na publicação inicial são trabalhos já “desacreditados” pela comunidade científica.

Outros acusam a agência de ter selecionado estudos de forma enviesada, destacando uma minoria que mostra efeitos negativos e ignorando uma maioria que mostra não haver risco para a saúde.
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Post atualizado às 18h15 do dia 4 de maio, para acrescentar informações publicadas no Jornal da Ciência da SBPC.

Tags: agrotóxicos, biotecnologia, inca, milho transgênico, OGMs, organismos geneticamente modificados, soja transgênica, transgênicos